domingo, 17 de agosto de 2014

O crivo das três peneiras**

Augustos procurou Sócrates e disse-lhe:

- Sócrates, preciso contar-lhe algo sobre alguém! Você não imagina o que me contaram a respeito de...

Nem chegou a terminar a frase, quando Sócrates ergueu os olhos do livro que lia e perguntou:

- Espere um pouco Augustos. O que vai me contar já passou peolo crivo das três peneiras?

- Peneiras? Que peneiras???

- Sim, a primeira Augustos é a da VERDADE. Você tem certeza que o que vai me contar e absolutamente verdadeiro?

- Não, como posso saber? O que sei foi o que me contaram!

- Então, suas palavras já vazaram a primeira peneira. Vamos então para a segunda peneira, a BONDADE. O que vai me contar, gostaria que os outros também dissessem a SEU respeito?

- Nãoooo, Sócrates? Absolutamente, não!

- Então, suas palavras vazaram também a segunda peneira. Vamos a terceira peneira, a NECESSIDADE. Você acha mesmo necessário contar-me esse fato, ou mesmo passá-lo adiante? Resolve alguma coisa? Ajuda alguém? Melhora alguma coisa?

- Não Sócrates... Passando pelo crivo, compreendi que nada me resta do que iria contar.

E Sócrates sorrindo conclui:

- Se passar pelas três peneiras conte! Tanto eu, quanto você iremos nos beneficiar, caso contrário, ESQUEÇA  e ENTERRE TUDO. Será uma fofoca a menos para envenenar o ambiente e fomentar a discórdia entre irmão. Devemos ser sempre a estação TERMINAL de qualquer comentário infeliz!

**AUTOR DESCONHECIDO!



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